segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ele chega amanhã!

Fresco, luminoso, doce, romântico, charmoso, a pedir encontros à beira-mar e danças ao luar...

Ele vem festivo.

E eu vou buscá-lo.

O meu preferido!

SETEMBRO

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os Bastonários

Ontem à noite pude ver um pedaço de um programa da Judite de Sousa (Serviço Público) em que estavam em mesa redonda os bastonários das três principais ordens profissionais - Médicos, Engenheiros, e Advogados.

Do Dr. Pedro Nunes (médico) ficou-me a impressão de um servidor dos interesses de quem governa - politicamente correcto, portanto. Nem carne, nem peixe... Hoje em dia, encontram-se muitos carroceiros (incompetentes mesmo!) a exercer medicina no SNS, nos Centros de Saúde e nos Hospitais e muita falta de respeito humano pelo doente! Não está a Ordem legalmente incumbida de velar pela qualidade do Serviço Médico?

Do Dr. Marinho Pinto (advogado), a boçalidade e a afronta inconsequente a tudo e a todos. Os advogados não deveriam poder ser deputados? Esta agora! E os outros poderiam? A fiscalização da transparência política é que deveria funcionar, as investigações criminais é que deveriam ser consequentes, o Ministério Público deveria ser isso mesmo que o seu nome indica e fazer o seu trabalho. Os tribunais não "andam" e nós vivemos num Estado de Juízes e não de Direito como é suposto. O cancro está nas ligações político-partidárias e nas associações a grupos de interesses (económico-financeiros, sexuais, outros) e a sociedades semi-secretas...

Do meu caríssimo Engº Fernando Santo, a inteligência, a objectividade, o rigor na colocação dos factos de forma nua e crua, sem artifícios, sem retórica vazia, sem servilismo. Um exemplo para os dias de hoje, em que, entre outras coisas, os lugares de chefia e de direcção das empresas são entregues a boys do(s) aparelho(s), vazios de conhecimentos e de experiência técnica. Uma vergonha!

Sem dúvida que o meu bastonário, até pela elegância com que se apresenta, com que discursa, mete os outros todos num chinelo. Mas os portugueses gostam mesmo é de labregos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O DESCONCERTO DO MUNDO

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos,
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau,mas fui castigado.
Assim que,só para mim,
Anda o mundo concertado.

Luis de Camões

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quem é este homenzinho medíocre e insuportável?

???

A estatística médica e farmacêutica dá como 80% da população activa portuguesa submetida a medicação anti-depressiva. Porque será? E as consequências quais serão? Muito conveniente, não?...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Chocolate...

Coisa que, por enquanto, não posso comer!...

Mas estou a ler a continuação desse grande livro - "Sapatos de Rebuçado" e estou a adorar!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Chuta...



Será que este ano o meu clube me vai dar uma alegria e eu vou finalmente fazer as pazes com o futebol?

Será que vamos ter grandes jogos independentemente de quem joga?

Será que vou voltar a entrar num estádio de futebol, passados quase 20 anos???

Cartilha do bom administrador público


  • Julgar-se dono do que administra

  • Planear o carro que deseja ter no próximo ano

  • Dividir para reinar - ser mestre na arte de criar conflitos - mas somente nos primeiros anos de mandato

  • Instaurar um clima de terror - mas somente nos primeiros anos de mandato
  • Burocratizar para complicar

  • Retirar valor técnico à empresa para que ele próprio não seja ofuscado

  • Vender apenas imagem vazia de conteúdos

  • Valer-se da sua posição para ter as mulheres debaixo dos seus... pés

  • Gritar, chamar nomes, fazer escândalos e ameaças - mas somente nos primeiros anos de mandato

  • Mandar vigiar e controlar toda a gente

  • Ser próximo de um partido político

  • Ser próximo de um lobbie

  • Abonar-se o mais possível

  • Preparar o terreno para quem vem a seguir para receber o seu noutro lugar

  • Se tiver ordens nesse sentido, esmagar a empresa

Fora isto, o administrador público não tem tempo para fazer mais nada.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lx 96.6 - M80

A Rádio para quem cresceu com as músicas dos anos '70, '80 e '90. Memórias do Rock, Elvis, The Doors, INXS, Eurythmics, Wet Wet Wet, Spandau Ballet, Bryan Adams, Paul Young, Guns 'n Roses, e tantos outros que acompanharam a nossa juventude (mais jovem) e os nossos amores e desamores!...

Lovely!

http://m80.clix.pt/

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Humor, política e democracia - Para mais tarde recordar

>> Em Portugal, o Tal Canal, nos anos 80, foi sobretudo uma forte "charge" à TV da época, assim como a "novela" Moita Carrasco (Nicolau Breyner), que arrasava o pior da novela brasileira. Foram dois momentos ímpares na televisão portuguesa, não só porque foram uma pedrada no charco, mas também porque dissecavam mediocridades instaladas. O contexto e o modo como surgiram criaram imediatas orfandades. Doravante nada podia ser como dantes. No Tal Canal, um intransponível painel de "bonecos" (Tony Silva, Carlos Filinto Botelho, Filipa Vacondeus, Nelito, Estebes) marcava para sempre a audiência. Depois deles o génio de Herman dispersou-se nos programas seguintes: Serafim Saudade (Hermanias), Maximiana (Humor de Perdição) Diácono Remédios (Herman Enciclopédia)… Herman, como humorista, sempre atingiu o seu melhor com as suas múltiplas caricaturas, que através de um humor fino e ácido, eram (são) uma espécie de "jograis" deste feudalismo moderno em que fazemos por sobreviver. A verdade é que se o HermanSIC ainda trouxe essa marca, por exemplo com o "Canal Regional do Enterior Desquecido e Ostracizado", ou com o Nelo e a Idália, já o Hora H, na tentativa de inovar, acabou por não "implantar" nenhuma das suas figuras.Digamos que o "segredo" do melhor Herman é uma combinatória "popular" entre a crítica social e de costumes e um nonsense e uma mordacidade próprias multi-influenciadas. Este Herman faz, naturalmente, muita falta na televisão portuguesa. É na sua ausência ou por entre algumas das suas presenças que emergem os seus "herdeiros", com uma capacidade de emancipação rápida (Gato Fedorento) e com uma clara vantagem da "charge" política, que nos fazem pensar também nos textos do Contra Informação, agora “desviado” pela RTP para um horário inaceitável (o fim das manhãs dos sábados), quando antes passava, com toda a justeza, em prime time.Noutros casos, aparecem projectos mais conceptuais e portanto mais autonomizados (Contemporâneos). Ainda noutros casos (Jel/Vai Tudo Abaixo e Prego Ridículo/Pionés), temos incursões de perfil distinto, não filiados, de um humor anárquico e intervencionista, ou mesmo no plano do absurdo e do humor negro.Penso que a "geração Herman" naquilo que tem de mais específico, bem como a sua descendência mais directa (veja-se o actual Vip Manicure, de Denise e Maria Delfina) vão beber uma boa parte da sua criação ao velho humor radiofónico e revisteiro de tradição portuguesa. Uma outra parte virá de toda uma cultura televisiva, onde a citação mais frequente é Benny Hill e a comédia britânica. Mas não podemos esquecer a influência do humor televisivo brasileiro (nomeadamente Jô Soares, Agildo Ribeiro ou Chico Anysio) ou todo um "melting pot" cinematográfico, de Chaplin e Keaton a Louis de Funès e aos Monty Python. Temos hoje múltiplas respostas, do mais popular ao mais conceptual e julgo que este "alfobre" tem hoje boas "auto-suficiências" capazes de fazer escola e evoluir em cima do caminho já desbravado.O Vai Tudo Abaixo tem (tinha) o seu espaço próprio e é pena que não trabalhe no âmbito da TV generalista. Diria mesmo que devia ser presença habitual nos telejornais portugueses… Aquela entrada de megafone no estúdio do Jornal da 9 do Mário Crespo, tem quase todos os dias cabimento na nossa burocratizada informação televisiva. Trata-se de uma mescla que associa humor desbragado e algum "activismo" no espaço público – e disso, o cinzentismo desta sociedade portuguesa precisa como de pão para a boca. O Liga dos Últimos (como o Telerural) é um caso demencial – e se está no serviço público de televisão é porque em Portugal a indignação face ao obsceno e ao boçal é coisa rara, ainda os costumes demasiado brandos…Os Gato Fedorento são sobretudo são fortes na sátira e na crítica política. Matéria não falta para isso, e eles têm, de uma maneira geral, pegado bem no tema – de Valentim Loureiro a Santana Lopes, de Marcelo a Sócrates… O "Diz que é uma espécie de magazine" acabou por encontrar aí um dos seus mais fortes filões e daí, em boa parte, o sucesso desta série. Agora, com o Zé Carlos, há que continuar a morder aí. Como disse, a televisão portuguesa precisa de vozes desassombradas e frontais e às vezes parece que só ao humor está concedida a prerrogativa. Que seja. Quando não se pode rir a sério ao menos que se possa rir a brincar…Do que não há dúvida é de que hoje, este ciclo de humor, não surge por acaso. Tal como a revista à portuguesa surgiu num contexto de repressão política, dizendo e escrevendo nas entrelinhas, hoje, num clima de um evidente desconforto democrático, com a nossa débil experiência democrática e a praticamente inexistente cultura participativa dos cidadãos, com uma agenda mediática na maior parte dos casos refém das pequenas e grandes centrais de propaganda que o sistema instalou e com múltiplas situações de repressão da liberdade de exercício do direito cidadania e de opinião (num Opinião Pública da SIC Notícias uma professora que se está a reformar falava há dias em “bufos” e em “pides” nas escolas), o humor e o humor ácido tem terreno fértil para crescer.De resto, não há dúvida de que as Produções Fictícias são uma autêntica universidade do humor em Portugal. Não podem é cair numa espécie de entidade reguladora do riso, com uma gestão politicamente correcta da "bloco-centralização" da nação. Deles, todos esperamos que continuem a desfazer este novelo que ameaça a própria experiência democrática.Infelizmente, há que ter consciência de que, muitas das vezes, a "oposição política" em Portugal passa mais num sketch humorístico dos Gato Fedorento ou por uma charge do Contra Informação (não foi por acaso que tiraram o programa do prime time da RTP1) do que por uma prelecção político-televisiva do líder A, B ou C. Assim vai a política à portuguesa... >>

Rui Cadima (IrrealTV) - 13.08.2009

Festas de Samora - 13.08 a 18.08 de 2009

Começaram ontem as festas anuais de Samora Correia em honra de Nª Senhora da Oliveira e de Nª Senhora de Guadalupe, com largadas de toiros, procissões, sardinhada e vinho a rodos, cavaleiros e cavalos engalanados passeando pelas ruas da cidade, muito bailarico e afins. As minhas faenas só a cravar as molas da roupa no estendal, mas à beira de casa a raça preta mostra bem a bravura e a beleza natural que a caracteriza. O Ribatejo apaixonado apaixona e deslumbra em cores e luz. O rio acompanha o festim e nas margens do Almansor os jovens fazem a sua "night". No largo da Companhia das Lezírias enterro-me até às orelhas em areia ali acamada para travar os bois. O trocadero rojo e as mantas típicas nas janelas completam o cenário. Aqui não há medos. Aqui há maiorais e campinos, velhinhas rijas e criancinhas que se empinam nos cavalos. Aqui há homens e mulheres que conhecem o trabalho dos campos, a quem a "debulhadora" não matou. Aqui há Portugueses!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Lisboa em Agosto...

é quase a melhor cidade do mundo - sem "lisboetas" deprimentes!

Hoje a luz é de uma beleza e serenidade inconfundíveis - o Tejo faz magia.

Até as obras da Brisa na A1 estão a correr espectacularmente, aliás como nunca vi: biséis muito bem executados (segurança máxima!), sinalização correcta, trafficlamps a funcionar... tudo by the book. Resultado: anda-se devagarinho mas sem paragens.

A minha cidade retorna sempre em Agosto...

Nota 1: Grande iniciativa dos 31 da Armada! Darth Vader forever!
A esquerda jacobina, maneirinha, histérica, com tiques pidescos, veio logo a terreiro condenar a blasfémia... Os símbolos nacionais não morrem nunca, seus pseudo-intelectualóides de trazer por casa! Moita Carrasco!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Apetece...




  • Descobrir J.E. Agualusa (um angolano sedutor)
  • Ouvir Ana Moura (grande voz de fado, grande ribatejana)

  • Reler os "Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes (nova edição "Avante" quase a sair!)

  • Espetar um par de galhetas nestes pirralhos que acabam as faculdades, fazem os erasmus e uns doutoramentos, só dizem asneiras, não sabem fazer nada, mas continuam a achar-se donos do mundo

  • Usar o meu verniz carmim vintage (só nos pés!)
  • Folhear a "Máxima" numa esplanada à beira-tejo

  • Rumar ao Sul, sempre...

  • Devorar a pilha de livros que aguardam pacientemente a sua oportunidade de fazer sonhar...

  • Estar com a família e os amigos

  • Perder-me no disney world
  • Abrigar-me nas frescas igrejas de Portugal

  • Dormir como uma marmota
  • Velejar para os confins do mundo

  • Passear os cães no montado

  • Restaurar carros antigos

  • Colher medronhos, amoras e groselhas

  • Beber um sumo "apimentado" com gengibre

  • Descobrir minérios nas serras de Portugal

  • Sentar no meu alpendre a ouvir alguém contar uma história

  • Admirar o meu jacarandá (ele agradece)

Enfim, não trabalhar e enriquecer verdadeiramente.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Have my hug

It has been proved that showing affection strengthens growth and positive development in people. We all need physical contact to feel good, and one of the most important ways of physical contact between two people is hugging. Who does not need cuddles in this society that is becoming ever colder, more competitive, that compels us to be more individualistic, more personal-goal oriented...? When we hug, we receive an energy feedback. We bring life to our senses and reaffirm the trust in our senses. Sometimes we CANNOT find the right words to express how we feel, and then hugs are the best way to say it. We need four hugs a day to survive, eight to preserve ourselves, and twelve to grow. A hug makes you feel good. The skin is the biggest organ we have and it needs a lot of love. A hug can cover an extensive part of the skin and provides the massage you need. It is also a way to communicate. It can convey messages for which you have no words. We can always resort to the universal language of hugs. The Power of HugsHugging achieves many things that you might never have imagined. For example:
It feels good
It dissolves solitude
It defeats fear
It opens the door to sensations
It improves self-esteem (wow, he or she wants to hug me!)
It encourages altruism (I can't believe it, but I want to hug that person)
It delays aging (those who hug age more slowly)
It helps reduce appetite (we eat less when we are nourished with hugs and when our arms are wrapped around others) More benefits from hugs:
It is environmentally friendly (it does not damage the environment)
It preserves energy
It is portable and requires no additional machinery
It does not require a special place to do it (an adequate place to hug)
In any place such as a conference room, a church or a football field
It makes happy days even happier
It gives us a sense of belonging
It fills the void in our lives
It is still effective even after the hugging has finished
It strengthens and increases our ability to share
It harmonizes the hearts of friends Hugging creates some form of addiction to tenderness, to altruism, to happiness...Just as laughter, it is highly contagious! Whatever your hug may be, let it always come from the heart, not from the mind.Come up with new ways of hugging.Give your hugs interesting or funny names.Become a full-time "hug therapist."Be always ready to offer a hug to someone.Observe the other person and always be careful of his or her personal space.Do not try to impose your vision or philosophy on others.A hug does and says very much.
Hug your friend, your loved one, your kids, your parents, your pet...

(extraído do FACEBOOK)

Grande Pluma Caprichosa

> > Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos. Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos? Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa > > Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Outros "Insectos"

São completamente desconhecidos mas agarram os céus com cores e artes encantadoras. São os aviões agrícolas e seus pilotos (muito perícia, sim senhor) que nesta época surgem, isolados ou aos pares, nos campos cultivados e aqui perto nos arrozais para o mata-pulgão.

Na passagem pela Lezíria Grande de Vila Franca ou na direcção do aeródromo de Samora Correia deixam na memória, pela manhã fresca, um prazer de ruralidade antes da entrada na 2ª Circular, sob o ruído dos grandes comerciais...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Magia do Amor

Fui deitar-me angustiada, adormeci ao solavancos.

Naquele vórtice de sono e cansaço senti o meu filho abraçar-me e ouvi-o dizer baixinho "obrigado mãe".

A Criança ainda não tem 3 anos e já sabe tudo.



Klimt

sábado, 25 de julho de 2009

Open Space

Vivemos, entretemo-nos e trabalhamos em "open space" - em espaço aberto, e nunca fomos tão vigiados e controlados... São as câmaras de vigilância por todo o lado, a navegação na web toda registada, as comunicações móveis e fixas sob escuta, os GPS nas frotas automóveis, despindo as vidas dos cidadãos "anónimos" que passam a servir de instrumentos estatísticos de hábitos de consumo, tendências, etc. As elites comandam e observam, mas... afinal quem comanda e observa as elites? Quem fecha o circuito? Eles não sabem nem sonham!...

E a produtividade laboral fica garantida com os postos de trabalho em série, ou estes convêm a uma classe dirigente completamente medíocre, que assim pode especular, num voyerismo doentio, sobre os seus subordinados adormecidos ou angustiados e cheios de medo? São as novas formas de escravatura, os novos servos da gleba à escala global.

Também a mim querem cercear a PALAVRA e orientar o PENSAMENTO conforme uma vontade que não é a MINHA! Às vezes, eles são quem nos está mais próximo.

Nota 1: É que usar phones e tentar abstrair da envolvente dá imenso mau aspecto!
Nota 2: E que tal o novo aspecto do Parlamento? Ai, ai srs. deputados, muito cuidado com a Internet, ou pensam que não têm a vossa vidinha toda vasculhada?!!! Estão todos nas mãos de Mefistófeles...
Nota 3: É o que se pode chamar um verdadeiro "achatamento de vértebras".

quinta-feira, 23 de julho de 2009

40 anos de educação subvertida



Há já quem passe de ano com 9 negativas!!! Espantoso...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Economia do Medo

Pois é assim que se controlam as massas, nada de novo desde os primórdios da humanidade...

Depois do crash financeiro, a gripe porcina (gostei do nome, tem algo de roque santeiro, a melhor novela brasileira de sempre).

Os textos subversivos demonstram bem: A Nova Ordem Mundial quer impor uma redução da população mundial em cerca de 80%. Assassinos? Sim!

Aos pseudoambientalistas eu digo - não há população a mais no planeta, pois só 20% dela consome 80% dos recursos existentes (lá vem o Pareto...).

Aos da pegada ecológica eu digo - limpem bem as botas!

Estou farta desta *****



terça-feira, 21 de julho de 2009

McQueen II




McQueen, deixa-me ser a tua Sally...

E os tuners Boost, DJ, Wingo e Snot Rod? Que charme...

O Tom Mate é um querido. A Flo e o Ramone são o casal mais exótico que conheço.

Luigi e Guido - a classe italiana!

Não consigo deixar de gostar do vilão Chick Hicks.

O Doc Hudson é a uma velha raposa. O King um verdadeiro rei do asfalto.

Sarge, Fillmore, Red, Frank, the trucks, Lizzie, Bessie...

Não me canso de o dizer - Que grande filme!!!

Para quando a sequela com a "guerra" entre McQueen e Chick pela Taça Pistão?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Delírios

"Apanhei" ontem no Programa da TVI24 "Contas à Vida" uns inenarráveis e repescados ex-ministros das finanças - o Braga de Macedo e o Pina Moura - dissertando (ou melhor, o Braga dissertava de modos apaixonados e intelectualóides e o Pina acolitava sem abrir a boca), moderados por um Perez Metello a la Moura Guedes, sobre a importância da Caridade, do Amor, da Ética e da Moral na resolução da crise e dos males da globalização. Só visto! Recomendo vivamente o televisionamento desta rubrica com estes excelentes comediantes insólitos, perdão, comentadores económicos. É barrigadas de riso!

Na mesma TVI24, ouvi as notícias que se seguiram a tão divertido programa, e qual não é o meu espanto quando aquela informa que as autoridades da saúde mundiais procuram neste momento, a todo o custo, conter a disseminação do vírus da gripe A!!! Espantoso!!! Pergunta néscia: mas não teria sido muito mais inteligente fazer essa contenção imediatamente após a identificação do foco infeccioso, através de decisões políticas inteligentes como por exemplo não permitir o fluxo de pessoas de / para o México ??? E a responsabilidade das Agências de Viagens e das Companhias Aéreas, já para não falar dos parolinhos que foram de férias para Cancún??

Um povo amedrontado, oprimido, amordaçado, anestesiado, adormecido, inculto, irresponsável, alheado, e estúpido não faz mal a uma mosca, pois não???

Ainda bem que as profecias Maias apontam o fim do mundo para 2012! Livra!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sinónimo de emoções fortes, é a força motriz da química interpessoal.

É saudável e é bom. Uma bivalência rara.

Traduz o silêncio de um sentimento e induz um transe "lucy in the sky with diamonds".

Desfaz angústias e produz felicidade - é um...





Fotografia de José Pinto Ribeiro

terça-feira, 14 de julho de 2009

Alentejo quando cantas...

“Passei a 4ª feira em Viana, e vim à noite para a Vidigueira. Ontem, 5ª feira, trouxeram em procissão da vila para aqui a imagem de Nossa Senhora das Relíquias, que tinha ido desta igreja do convento para a igreja da freguesia a pedir chuva. Não se imagina o que são estas procissões do Alentejo, que eu nunca tinha visto. 5 ou 6 mil pessoas acompanham os guiões e o andor, vestidas de festa e atirando foguetes. Toda essa gente canta em coro durante todo o percurso da procissão. Perdi todas as ilusões que tinha a respeito da superioridade da música coral do Minho. Os alentejanos são muito mais músicos do que os minhotos. Os homens quando cantam em grupos de cinco ou seis põem logo em combinação os seus diversos timbres de baixos, barítonos e tenores e tiram efeitos de terceto. Os cânticos em coro são lindíssimos. Ontem com a igreja, que é grande, apinhada de gente, o coro de todas as vozes parecendo fazer um balanço de onda do altar-mor até à porta do fundo, era de um efeito inesperado e profundamente comovente pela música e pela devoção de toda a gente. Ontem fizeram a festa da despedida da Senhora na vila. Hoje é que é a festa aqui com missa cantada, sermão, ladainha e arraial na quinta. A decoração do adro com bandeiras e festões de murta e um arco foi dirigida por mim. Aqui, realmente, não se pode estar melhor.”

(Ramalho Ortigão, em carta a sua mulher, datada de uma sexta-feira de 1888)