Fresco, luminoso, doce, romântico, charmoso, a pedir encontros à beira-mar e danças ao luar...Ele vem festivo.
E eu vou buscá-lo.
O meu preferido!
SETEMBRO
Trata-se de verter para a teia global as inquietações, pensamentos e estados de alma de alguém que, profundamente decepcionado, não deixa de lutar com esperança e optimismo por um mundo melhor. Fotografia de Marcos Moreno (www.olhares.com)
Coisa que, por enquanto, não posso comer!...
Mas estou a ler a continuação desse grande livro - "Sapatos de Rebuçado" e estou a adorar!

Fora isto, o administrador público não tem tempo para fazer mais nada.
A Rádio para quem cresceu com as músicas dos anos '70, '80 e '90. Memórias do Rock, Elvis, The Doors, INXS, Eurythmics, Wet Wet Wet, Spandau Ballet, Bryan Adams, Paul Young, Guns 'n Roses, e tantos outros que acompanharam a nossa juventude (mais jovem) e os nossos amores e desamores!...
>> Em Portugal, o Tal Canal, nos anos 80, foi sobretudo uma forte "charge" à TV da época, assim como a "novela" Moita Carrasco (Nicolau Breyner), que arrasava o pior da novela brasileira. Foram dois momentos ímpares na televisão portuguesa, não só porque foram uma pedrada no charco, mas também porque dissecavam mediocridades instaladas. O contexto e o modo como surgiram criaram imediatas orfandades. Doravante nada podia ser como dantes. No Tal Canal, um intransponível painel de "bonecos" (Tony Silva, Carlos Filinto Botelho, Filipa Vacondeus, Nelito, Estebes) marcava para sempre a audiência. Depois deles o génio de Herman dispersou-se nos programas seguintes: Serafim Saudade (Hermanias), Maximiana (Humor de Perdição) Diácono Remédios (Herman Enciclopédia)… Herman, como humorista, sempre atingiu o seu melhor com as suas múltiplas caricaturas, que através de um humor fino e ácido, eram (são) uma espécie de "jograis" deste feudalismo moderno em que fazemos por sobreviver. A verdade é que se o HermanSIC ainda trouxe essa marca, por exemplo com o "Canal Regional do Enterior Desquecido e Ostracizado", ou com o Nelo e a Idália, já o Hora H, na tentativa de inovar, acabou por não "implantar" nenhuma das suas figuras.Digamos que o "segredo" do melhor Herman é uma combinatória "popular" entre a crítica social e de costumes e um nonsense e uma mordacidade próprias multi-influenciadas. Este Herman faz, naturalmente, muita falta na televisão portuguesa. É na sua ausência ou por entre algumas das suas presenças que emergem os seus "herdeiros", com uma capacidade de emancipação rápida (Gato Fedorento) e com uma clara vantagem da "charge" política, que nos fazem pensar também nos textos do Contra Informação, agora “desviado” pela RTP para um horário inaceitável (o fim das manhãs dos sábados), quando antes passava, com toda a justeza, em prime time.Noutros casos, aparecem projectos mais conceptuais e portanto mais autonomizados (Contemporâneos). Ainda noutros casos (Jel/Vai Tudo Abaixo e Prego Ridículo/Pionés), temos incursões de perfil distinto, não filiados, de um humor anárquico e intervencionista, ou mesmo no plano do absurdo e do humor negro.Penso que a "geração Herman" naquilo que tem de mais específico, bem como a sua descendência mais directa (veja-se o actual Vip Manicure, de Denise e Maria Delfina) vão beber uma boa parte da sua criação ao velho humor radiofónico e revisteiro de tradição portuguesa. Uma outra parte virá de toda uma cultura televisiva, onde a citação mais frequente é Benny Hill e a comédia britânica. Mas não podemos esquecer a influência do humor televisivo brasileiro (nomeadamente Jô Soares, Agildo Ribeiro ou Chico Anysio) ou todo um "melting pot" cinematográfico, de Chaplin e Keaton a Louis de Funès e aos Monty Python. Temos hoje múltiplas respostas, do mais popular ao mais conceptual e julgo que este "alfobre" tem hoje boas "auto-suficiências" capazes de fazer escola e evoluir em cima do caminho já desbravado.O Vai Tudo Abaixo tem (tinha) o seu espaço próprio e é pena que não trabalhe no âmbito da TV generalista. Diria mesmo que devia ser presença habitual nos telejornais portugueses… Aquela entrada de megafone no estúdio do Jornal da 9 do Mário Crespo, tem quase todos os dias cabimento na nossa burocratizada informação televisiva. Trata-se de uma mescla que associa humor desbragado e algum "activismo" no espaço público – e disso, o cinzentismo desta sociedade portuguesa precisa como de pão para a boca. O Liga dos Últimos (como o Telerural) é um caso demencial – e se está no serviço público de televisão é porque em Portugal a indignação face ao obsceno e ao boçal é coisa rara, ainda os costumes demasiado brandos…Os Gato Fedorento são sobretudo são fortes na sátira e na crítica política. Matéria não falta para isso, e eles têm, de uma maneira geral, pegado bem no tema – de Valentim Loureiro a Santana Lopes, de Marcelo a Sócrates… O "Diz que é uma espécie de magazine" acabou por encontrar aí um dos seus mais fortes filões e daí, em boa parte, o sucesso desta série. Agora, com o Zé Carlos, há que continuar a morder aí. Como disse, a televisão portuguesa precisa de vozes desassombradas e frontais e às vezes parece que só ao humor está concedida a prerrogativa. Que seja. Quando não se pode rir a sério ao menos que se possa rir a brincar…Do que não há dúvida é de que hoje, este ciclo de humor, não surge por acaso. Tal como a revista à portuguesa surgiu num contexto de repressão política, dizendo e escrevendo nas entrelinhas, hoje, num clima de um evidente desconforto democrático, com a nossa débil experiência democrática e a praticamente inexistente cultura participativa dos cidadãos, com uma agenda mediática na maior parte dos casos refém das pequenas e grandes centrais de propaganda que o sistema instalou e com múltiplas situações de repressão da liberdade de exercício do direito cidadania e de opinião (num Opinião Pública da SIC Notícias uma professora que se está a reformar falava há dias em “bufos” e em “pides” nas escolas), o humor e o humor ácido tem terreno fértil para crescer.De resto, não há dúvida de que as Produções Fictícias são uma autêntica universidade do humor em Portugal. Não podem é cair numa espécie de entidade reguladora do riso, com uma gestão politicamente correcta da "bloco-centralização" da nação. Deles, todos esperamos que continuem a desfazer este novelo que ameaça a própria experiência democrática.Infelizmente, há que ter consciência de que, muitas das vezes, a "oposição política" em Portugal passa mais num sketch humorístico dos Gato Fedorento ou por uma charge do Contra Informação (não foi por acaso que tiraram o programa do prime time da RTP1) do que por uma prelecção político-televisiva do líder A, B ou C. Assim vai a política à portuguesa... >>




Enfim, não trabalhar e enriquecer verdadeiramente.
It has been proved that showing affection strengthens growth and positive development in people. We all need physical contact to feel good, and one of the most important ways of physical contact between two people is hugging. Who does not need cuddles in this society that is becoming ever colder, more competitive, that compels us to be more individualistic, more personal-goal oriented...? When we hug, we receive an energy feedback. We bring life to our senses and reaffirm the trust in our senses. Sometimes we CANNOT find the right words to express how we feel, and then hugs are the best way to say it. We need four hugs a day to survive, eight to preserve ourselves, and twelve to grow. A hug makes you feel good. The skin is the biggest organ we have and it needs a lot of love. A hug can cover an extensive part of the skin and provides the massage you need. It is also a way to communicate. It can convey messages for which you have no words. We can always resort to the universal language of hugs. The Power of HugsHugging achieves many things that you might never have imagined. For example:(extraído do FACEBOOK)
> > Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos. Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos? Vale e Azevedo pagou por todos? Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância. E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina? E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa > > Clara Ferreira Alves - "Expresso"
Vivemos, entretemo-nos e trabalhamos em "open space" - em espaço aberto, e nunca fomos tão vigiados e controlados... São as câmaras de vigilância por todo o lado, a navegação na web toda registada, as comunicações móveis e fixas sob escuta, os GPS nas frotas automóveis, despindo as vidas dos cidadãos "anónimos" que passam a servir de instrumentos estatísticos de hábitos de consumo, tendências, etc. As elites comandam e observam, mas... afinal quem comanda e observa as elites? Quem fecha o circuito? Eles não sabem nem sonham!...Pois é assim que se controlam as massas, nada de novo desde os primórdios da humanidade...
Depois do crash financeiro, a gripe porcina (gostei do nome, tem algo de roque santeiro, a melhor novela brasileira de sempre).Para quando a sequela com a "guerra" entre McQueen e Chick pela Taça Pistão?
“Passei a 4ª feira em Viana, e vim à noite para a Vidigueira. Ontem, 5ª feira, trouxeram em procissão da vila para aqui a imagem de Nossa Senhora das Relíquias, que tinha ido desta igreja do convento para a igreja da freguesia a pedir chuva. Não se imagina o que são estas procissões do Alentejo, que eu nunca tinha visto. 5 ou 6 mil pessoas acompanham os guiões e o andor, vestidas de festa e atirando foguetes. Toda essa gente canta em coro durante todo o percurso da procissão. Perdi todas as ilusões que tinha a respeito da superioridade da música coral do Minho. Os alentejanos são muito mais músicos do que os minhotos. Os homens quando cantam em grupos de cinco ou seis põem logo em combinação os seus diversos timbres de baixos, barítonos e tenores e tiram efeitos de terceto. Os cânticos em coro são lindíssimos. Ontem com a igreja, que é grande, apinhada de gente, o coro de todas as vozes parecendo fazer um balanço de onda do altar-mor até à porta do fundo, era de um efeito inesperado e profundamente comovente pela música e pela devoção de toda a gente. Ontem fizeram a festa da despedida da Senhora na vila. Hoje é que é a festa aqui com missa cantada, sermão, ladainha e arraial na quinta. A decoração do adro com bandeiras e festões de murta e um arco foi dirigida por mim. Aqui, realmente, não se pode estar melhor.”